Já estamos no final de Maio e as análises de todas as boas casas previam que este seria um ano de alta na bolsa. Até o momento, o Ibovespa acumula queda de 8,95% e deveriam questionar as previsões dos especialistas? Acredito que não, porém devemos ser mais minuciosos com nossas análises e separar alguns conceitos importantes que podem reforçar a nossa tese atual de oportunidade de investimento.Algo que pode validar as previsões dos especialistas é que nem tudo vai mal na bolsa brasileira. Se olharmos o detalhe das relatórios do começo do ano, apesar de focarem sempre no Ibovespa, já há 2 anos pelo menos ouvimos falar do mercado local e de comprar ações de empresas vinculadas a melhora clara do poderde compra doméstico. Caros, isso não é Ibovespa. Apenas 20% do Ibovespa corresponde a cerda de 80% do PIB, ou seja, Ibovespa é mais mercado internacional do que local.
Mas não se desesperem, tem gente especializada em analisar e investir em empresas fora do índice. Eu já falei sobre isso aqui, mas acho que desta vez vale citar alguns nomes de gestores especializados em investir em ações que já venho observando há alguns anos: Guepardo, Orbe, Quest e RB Fundamental. Ainda vale olhar para casas mais novas, como: Duna, JB, M Square, Mercatto, Iguana entre outras.
Bom, recado dado para renda variável, vamos ao que interessa. Para mim, o momento é aproveitar a oportunidade do mercado Prefixado de Renda Fixa.
Então o que podemos ler dos agentes na atual curva de juros?
Para isso o exercício matemático é um pouquinho mais chato, mas como eu já fiz vamos as conclusões:
- Para que isso seja factível, também vemos que a inflação não cederá abaixo de 5,8% aa em média, todos os próximos 14 anos. Ou seja, nossa inflação será durante 14 anos acima do crescimento mundial da economia.
Vamos mudar a pergunta para tentar esclarecer: será que ninguém do mercado fez essa conta, só nos? Por que os raposões do mercado estariam se comportando como coelhinhos?
Realmente nós não somos os "gurus ganhadores de dinheiro" no mundo. Mas desta forma, admitindo que as tesourarias dos bancos não viraram coelhinhos, podemos descrever o conflito mais presente na economia brasileira: autoridade monetária x tesourarias dos bancos.

Eu sei que já falei aqui da importância do constante conflito entre autoridade fiscal e autoridade monetária, porém sabem que no Brasil a autoridade fiscal é dada, não muda e é gastadora. Por isso eu chamo atenção para esta relação entre tesourarias e banco central.
Nos últimos meses vimos o banco central bater na tecla de que a inflação corrente já não tem como ser controlada por política monetária e que os ajustes de juros que eram necessário já tinham sido feitos. Por outro lado, frisava que as chamadas "medidas macro-prudenciais" passariam a ser mais utilizadas para conter o crédito e reduzir o ímpeto pelo consumo.
Vamos aos raposões. Se você tem um banco que ganha mais dinheiro se ele aumentar o volume de empréstimos e cobrar mais por isso, por que raios você gostaria de colaborar com a queda dos juros e a diminuição do crescimento do crédito?
Durante anos, quando o banco central sinalizava alguma medida menos vantajosa para os bancos, os efeitos já eram conhecidos. Por serem os maiores operadores do mercado futuro de juros, principalmente os mais longos, as tesourarias usavam o seu poder sobre o mercado para abrir (elevar o nível) da curva de juros na parte mais longa; com isso, os investidores (estrangeiros) viam uma alta precificação de inflação para o futuro e rapidamente retiravam recursos do país; o efeito da saída de dólares é a depreciação do câmbio, o que por fim pressiona a inflação no curto prazo fazendo o banco central de
coelhinho e tendo que aumentar juros.
Historinha contada, será que estamos na mesma situação agora?
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