terça-feira, 26 de outubro de 2010

Wealth Management: o que é e para que serve?


Foto: Caixa-forte do Tio Patinhas, Walt Disney

O termo é bonito, como quase tudo no mercado financeiro é expresso em inglês e com o desenvolvimento do ativos foi ganhando força no Brasil nos últimos 7 ou 10 anos, nada mais é do que gestão de riquezas.

A minha compreensão de Wealth Management fica melhor explicada se pudermos fazer uma analogia com outras atividades profissionais, por exemplo médicos.
Cada médico tem uma especialidade, se preparou e estudou para cuidar uma parte da saúde das pessoas. Eu já operei o joelho esquerdo, para isso escolhi um médico ortopedista especialista em cirurgia de joelho, pois além de procurar um bom médico eu estava interessado em resolver o meu problema no joelho. A cirurgia foi um sucesso e hoje meu joelho funciona muito bem. Provavelmente, se eu tivesse optado por um médico ortopedista genérico teríamos uma menor probabilidade de sucesso; se fosse um médico não ortopedista talvez menor probabilidade ainda; mas certamente se eu mesmo tentasse fazer a cirurgia do meu joelho esquerdo (por mais simples que possa ser uma videoartroscopia), eu deveria esperar péssimos resultados.
O que eu quero dizer com isso é que se auto-medicar tem uma boa probabilidade de não dar certo.

O mercado financeiro atingiu nos últimos anos um nível de complexidade, diversidade e desenvolvimento que não mais permite as pessoas a simplesmente salvar parte dos seus recursos mensais na conta poupança do seu banco de varejo. Não só porque os rendimento são bem inferiores aos doas anos 80 e 90, mas porque o processo de tomada de decisão de investimento não está mais associado apenas a guardar dinheiro para consumir no futuro (o que os economistas chamam de "transferência intertemporal de satisfação"). A simples decisão de não consumir parte dos recursos para utilizá-los no futuro, envolve diferentes informações que cabem ao profissional do mercado ter a capacidade de processar e transformá-las em úteis para uma melhor escolha.
Dessa forma, fazer wealth management não deve se limitar a montar portfólios de investimentos, fazer alocações táticas e muito menos considerar apenas o estoque de liquidez (dinheiro na conta do banco). Se pensarmos que a nossa riqueza não é simplesmente o dinheiro que temos, fica fácil de entender que para gerí-la precisamos considerar todos os fatores que circundam a formação, manutenção e crescimento dela.

Espero que possamos discutir aqui um pouco sobre cada motivador que hoje faz as pessoas não poderem mais cuidar de seus recursos com amadorismo. Por isso já vou deixar engatilhado alguns dos próximos temas que quero colocar em pauta aqui: planejamento tributário, diferença entre estratégia e tática, conflitos de interesses, utilidade de alguns ativos disponíveis no mercado, tipos de risco, perfis de risco dos investidores, macroeconomia etc.

Os que já me conhecem, sabem que eu tenho um grande prazer em falar sobre Economia e Finanças, então fiquem à vontade para sugerir temas para fazerem parte deste blog.

4 comentários:

  1. Gostei da analogia do joelho, faz todo sentido!

    Quanto aos temas, com certeza estarei interessado em todos. Como já havia comentado com você, acumulo de riqueza é algo interessante.

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  2. Obrigado pela visita!

    Sem dúvida é um tema importante, vamos abordá-lo em breve.

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  3. Wealth é mais que gestão de riquezas...é a gestão da riqueza, objetivando apenas o sucesso do cliente e não a venda de produtos de prateleira, de uma instituição só!!
    Por isto o Private Banking tem caracteristicas mais bancárias e o Wealth Management, mais sob medida do cliente, INDEPENDENTE do produto ou instituição vinculada.

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  4. mas então, o que é wealth management?????

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